A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, oficializou a troca do nome da antiga "Rua Alan Kardec" para o de Pastor Eliseu Feitosa de Alencar, por meio da publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) nesta data (05). A mudança, aprovada pela Câmara Municipal há cerca de um mês, homenageia o fundador da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Mato Grosso do Sul (IEADMS), que foi criada em 6 de dezembro de 1972 pelo pastor e sua esposa, a pastora Dulcila Araújo de Alencar.
Essa alteração de nomenclatura, embora comum, chama atenção por afetar um trecho curto de apenas uma quadra, que vai da Barão do Rio Branco até a Rua Dr. João Rosa Pires, onde está localizada a sede da igreja. O projeto de lei que propôs a mudança foi apresentado pelo vereador Herculano Borges, que destacou a trajetória de Eliseu Feitosa de Alencar como um evangelista notável, reconhecido por seu trabalho como missionário e pregador.
A mudança passa a valer a partir da data de publicação e é parte do conjunto de ações da prefeita, que se identifica como "cristã, evangélica e conservadora". Adriane Lopes tem buscado refletir suas crenças nas políticas públicas, como demonstrado durante o lançamento da Semana da Criança, que contou com a participação dos Conselhos de Pastores de Mato Grosso do Sul e Campo Grande (Consepams e Consepacg).
A prefeita também tem estado no centro de polêmicas relacionadas a questões religiosas. Há cerca de dois anos, Campo Grande incluiu o 13 de maio em seu calendário municipal como o "Dia do Preto Velho", uma proposta que foi promulgada pelo presidente da Câmara Municipal, Carlos Augusto Borges, já que Adriane Lopes não sancionou nem vetou a legislação após sua aprovação.
Enquanto lidava com a controvérsia sobre a criação do Dia do Preto Velho, a prefeita participou de um evento do conselho de pastores, onde ocorreu o Lançamento da Marcha para Jesus 2024, programada para 26 de agosto. Durante a ocasião, a chefe do Executivo recebeu uma "oração poderosa, direta do Trono de Deus".
A recente mudança de nome da rua é mais um capítulo nas ações da prefeita, que continua a moldar o cenário religioso e social na Capital de Mato Grosso do Sul.






