A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul recebeu, na última semana, um projeto de lei que propõe a inclusão do nome da cientista Graziela Maciel Barroso ao Bioparque Pantanal. A iniciativa, de autoria da deputada estadual Gleice Jane, do Partido dos Trabalhadores (PT), visa homenagear a naturalista nascida em Corumbá, em 1912, que se destacou como uma das principais referências na taxonomia vegetal no Brasil.
Graziela Maciel Barroso atuou no Jardim Botânico do Rio de Janeiro antes mesmo de concluir sua graduação, a qual obteve apenas aos 50 anos de idade. A proposta sugere que o bioparque, localizado na Capital do Mato Grosso do Sul, passe a se chamar Bioparque do Pantanal Graziela Maciel Barroso. Essa mudança não pretende eliminar o nome já conhecido, mas sim adicionar uma referência à importante contribuição da cientista.
De acordo com a justificativa apresentada pela deputada, a inclusão do nome de Graziela no espaço público é uma forma de ampliar a representação feminina na memória coletiva da sociedade. Ela ressalta que a cientista foi a única mulher aprovada em um concurso público para atuar como naturalista no Jardim Botânico do RJ, e sua história ainda é pouco conhecida entre a população de Mato Grosso do Sul.
Gleice Jane argumenta que associar o nome da pesquisadora ao Bioparque é uma maneira de conectar a biodiversidade local com a contribuição das mulheres na ciência. Para a deputada, reconhecer Graziela como uma cientista de destaque é uma forma de valorizar a ciência produzida por mulheres e inspirar futuras gerações.
O projeto também destaca a importância de reconhecer figuras femininas na denominação de espaços públicos, que historicamente têm sido sub-representadas. A memória de um Estado, segundo a deputada, é moldada pelos nomes que escolhemos preservar. Ela enfatiza que a homenagem a Graziela é uma forma de visibilizar as contribuições das mulheres na construção da história de Mato Grosso do Sul.
Vale lembrar que o Bioparque Pantanal, que antes era conhecido como "aquário de Campo Grande", foi inaugurado em 28 de março de 2022, após anos sendo considerado um "elefante branco". A proposta de homenagem à cientista surge em um contexto que busca reforçar a importância de sua trajetória na botânica e na preservação da biodiversidade, um simbolismo importante para o equipamento público que tem como missão a conservação ambiental.





