Durante uma reunião na sede do Partido dos Trabalhadores em Campo Grande, realizada nesta segunda-feira (18), integrantes do PT destacaram a expectativa de um "racha" na direita de Mato Grosso do Sul como uma oportunidade para conquistar a cadeira de governador. O encontro ocorreu na rua das Garças, número 2320, no Bairro Santa Fé, e contou com a presença de figuras importantes como Fábio Trad, Henrique Fontana, Vander Loubet, "Dona" Gilda Maria, Camila Jara, Luiza Ribeiro, Soraya Thronicke e Marcelo Bluma Secretário geral do PT.
Entre os participantes, Vander Loubet, que é pré-candidato ao Senado, enfatizou que a divisão entre os candidatos da direita cria um cenário favorável para a chapa da esquerda. Ele acredita que a fragmentação no eleitorado pode possibilitar um novo ciclo político no estado, uma vez que, na última eleição, Eduardo Riedel foi eleito pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), enquanto a candidata do PT, Giselle Marques, obteve apenas 9,42% dos votos válidos, terminando na quinta colocação.
Loubet ressaltou que a situação atual é propícia para que o PT se posicione de maneira competitiva nas eleições. Ele afirmou que a direita está se dividindo, citando a candidatura de João Henrique pelo Novo, e mencionou que, com a situação envolvendo Flávio Bolsonaro, o eleitorado do PL tende a crescer, podendo alcançar entre 15% e 20% dos votos, enquanto o PT vislumbra a possibilidade de atingir 30%, o que poderia resultar em um segundo turno.
Marcelo Bluma, secretário geral do PT, abordou a importância de enfrentar preconceitos que, segundo ele, são disseminados através das redes sociais. Ele pediu paciência aos candidatos locais em relação a essa questão, indicando que um dos desafios será conquistar a confiança do público.
Henrique Fontana destacou a relevância de entender o público evangélico, que, conforme ele, está em ascensão. Ele expressou preocupação com a desinformação que pode levar os eleitores a escolherem aqueles que já decepcionaram anteriormente, afirmando que a repetição de erros eleitorais gera uma dissonância cognitiva entre os eleitores.
Soraya Thronicke, por sua vez, compartilhou uma declaração de Flávio Bolsonaro, que teria afirmado que não apoiará candidatos que não se comprometerem a votar pelo impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela relatou que, em conversas anteriores, Bolsonaro expressou intenções de alterar a composição do STF, o que, , deve ser compreendido pelo eleitor como uma estratégia egoísta, que não considera as necessidades da população sul-mato-grossense.






