O mandado de segurança cível impetrado pelo Partido Liberal e por Neno Razuk foi rejeitado por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul na tarde desta terça-feira, 21 de julho. A decisão confirma a cassação dos votos de Raquelle Trutis, resultando na manutenção da situação de Neno, que permanece sem mandato na Assembleia Legislativa.
O relator do caso, Fernando Duque Estrada, apresentou sua posição contrária ao pedido, sustentando a decisão que havia cassado os votos de Raquelle, o que resultou na perda da vaga do PL. Todos os magistrados que participaram do julgamento acompanharam o voto do relator, solidificando a decisão judicial.
Com a cassação, a vaga anteriormente ocupada por Raquelle Trutis foi destinada a João César Mattogrosso, do PSDB, que continua na Assembleia Legislativa. Essa mudança ocorre em meio a um cenário complicado para Neno Razuk, que enfrenta um mandado de prisão expedido pela Justiça no início de julho, relacionado à Operação Suceccione, que está sendo conduzida pelo Gaeco.
Atualmente, Neno Razuk se encontra foragido, o que agrava ainda mais sua situação política e jurídica. A rejeição do mandado de segurança não só mantém a perda do mandato como também evidencia as complicações que o ex-deputado enfrenta, tanto no âmbito eleitoral quanto na esfera criminal.
A decisão do TRE-MS reflete a continuidade de um processo que tem movimentado o cenário político em Mato Grosso do Sul, trazendo à tona questões sobre a integridade das eleições e os desdobramentos das operações policiais contra corrupção e irregularidades eleitorais.






