Um forte temporal que castigou Campo Grande entre a noite de quarta-feira e a tarde de quinta-feira deixou um rastro de destruição na cidade. O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima registrou um acumulado de 111,2 milímetros de chuva em apenas 24 horas.
Ruas e avenidas amanheceram cobertas de lama, entulho, pedras, galhos e outros detritos. Árvores e postes de energia caíram, buracos surgiram em diversos bairros e a ciclovia da Avenida Mato Grosso, ainda não inaugurada, foi danificada. A chuva também invadiu casas, comércios e outros estabelecimentos. A pane em semáforos causou caos no trânsito, enquanto crateras se formaram no asfalto e em estradas de terra, especialmente na região da Chácara dos Poderes. Carros ficaram ilhados e houve queda de energia em residências e escolas, o que levou à suspensão das aulas.
Avenidas como Rachid Neder, Euler de Azevedo, Ernesto Geisel, Julio de Castilho, Gunter Hans e Guaicurus foram particularmente afetadas, com grande acúmulo de sujeira devido à força da enxurrada. Na rotatória da Rachid Neder, um dos pontos críticos em dias de chuva, o asfalto amanheceu rachado e em pedaços, com a via interditada e o trânsito desviado para ruas laterais. Equipes da Solurb, compostas por 15 funcionários e dois tratores, trabalham para desobstruir as vias, removendo lama, lixo e outros materiais.
A prefeita Adriane Lopes atribuiu os estragos à falta de aprovação de projetos de drenagem e contenção pelo Governo Federal. Segundo ela, a execução dessas obras seria fundamental para mitigar os impactos das chuvas na cidade, especialmente na região da Rachid Neder.
Além de Campo Grande, outras regiões de Mato Grosso do Sul também foram afetadas por tempestades. Os maiores acumulados de chuva nas últimas 24 horas foram registrados em São Gabriel do Oeste (65 mm), Corguinho (54 mm) e Bela Vista (53,4 mm). O tempo instável, com chuvas, raios, trovoadas e ventos, deve persistir até sexta-feira.





