A discussão sobre o modal logístico mais eficiente para o escoamento de minério em Mato Grosso do Sul está em destaque, especialmente quando se compara a hidrovia à rodovia. Estudos apontam que, em distâncias longas, como 2 mil quilômetros, o transporte hidroviário apresenta um custo quatro vezes menor em relação ao rodoviário, que faz uso de caminhões. O transporte ferroviário, embora também mais econômico que o rodoviário, é apenas duas vezes mais competitivo, conforme informações do Plano Hidroviário Estratégico.
Atualmente, a retirada de minério de ferro na região de Corumbá é realizada predominantemente por caminhões, que transportam a carga para o Porto Gregório Curvo e outros destinos no Brasil. A BR-262, importante rota de escoamento, enfrenta um aumento de tráfego, com até 500 veículos pesados circulando diariamente a partir da capital do Pantanal. Essa situação tem contribuído para a degradação contínua da rodovia, especialmente em trechos críticos entre Miranda e Corumbá, onde a manutenção é insuficiente.
Outro ponto relevante na logística rodoviária é a ponte Poeta Manoel de Barros, que apresenta desgaste significativo, com pelo menos dois trechos da pista apresentando deformações severas. Enquanto isso, o debate sobre a hidrovia avança, com o Tribunal de Contas da União (TCU) discutindo a concessão do modal, que deve ter desdobramentos apenas a partir de 2027. Além disso, há planos de ampliação do Porto Gregório Curvo, operado pela LHG Mining, que é controlada por Joesley e Wesley Batista.
O projeto de ampliação do porto inclui a capacidade de embarque de até 15 milhões de toneladas anuais e um sistema de armazenamento para 1,5 milhão de toneladas de minérios de ferro e manganês. Recentemente, uma audiência pública foi realizada no Centro de Convenções de Corumbá para discutir a proposta, que visa aumentar a eficiência do transporte de cargas e pessoas pela hidrovia.
Pesquisadores como Marcelo Perrupato, José Wagner Leite Ferreira e Wanderley Nunes alertaram que cerca de 33% da malha hidroviária potencialmente utilizável, que abrange aproximadamente 56,6 mil km, ainda não é explorada adequadamente. Em relação aos investimentos, a LHG estimou que os custos para a ampliação do porto totalizam R$ 1.911.513.680,00.
Além de aprimorar a hidrovia, a LHG planeja implementar um sistema de transporte ferroviário entre a mina e a área portuária no Rio Paraguai, ressaltando a posição estratégica de Corumbá. Situada em um eixo binacional, a cidade é vista como crucial para a INTEGRAÇÃO entre Brasil e Bolívia, conforme designação do Ministério da INTEGRAÇÃO Nacional em 2005. Essa localização é considerada vital para o escoamento de produtos do agronegócio e da mineração, beneficiando ambos os países.






