Suspeito de homicídio é morto em confronto com a Polícia Militar em Campo Grande

Na noite da última sexta-feira (19), um homem de 45 anos foi morto em uma ação policial na Vila São Conrado, em Campo Grande. Identificado como Marcelo da Silva Gonçalves, conhecido como "Buguinho", ele era alvo de uma operação da Polícia Militar, que realizava patrulhamento em busca de uma motocicleta vermelha utilizada em um roubo de iPhone.

Durante a abordagem, os policiais notaram um veículo com as mesmas características trafegando na contramão e tentaram realizar a interceptação. Ao perceber a viatura, Marcelo parou a motocicleta, desembarcou e, conforme o boletim de ocorrência, desobedeceu às ordens dos policiais. Em determinado momento, ele tentou sacar uma arma que estava na cintura, levando o comandante da guarnição a disparar cerca de quatro vezes contra ele.

Marcelo foi desarmado e, em seguida, socorrido pelas equipes ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, mas não resistiu aos ferimentos. A perícia encontrou um revólver calibre .38, com numeração suprimida, e cinco munições intactas em sua posse. Além disso, foi verificado que a motocicleta que ele utilizava havia sido furtada no dia anterior.

O homem possuía uma extensa ficha criminal, que incluía registros por homicídio, tentativa de homicídio, associação criminosa, tráfico de drogas, entre outros delitos. Marcelo estava entre os investigados pela execução do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, assassinado em fevereiro de 2015, em Campo Grande. As investigações da época apontaram Marcelo como o mentor do crime, motivado por desavenças com agentes penitenciários.

Com essa ocorrência, o número de mortes em decorrência de intervenções policiais em Mato Grosso do Sul chega a 61 neste ano. Esse índice revela um aumento na letalidade policial, que se aproxima dos níveis registrados em 2023, ano em que foram contabilizados 131 óbitos. O intervalo médio entre as mortes neste ano é de aproximadamente 67 horas, similar ao observado em 2023, enquanto em 2024, esse número foi de 101,8 horas, e em 2025, de 120 horas, com 73 registros.

Os dados oficiais da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) registram 54 mortes decorrentes de intervenções policiais até agora. Levantamentos realizados por veículos de imprensa indicam 61 casos até o último sábado (20).

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