Maria José de Oliveira Beserra, uma idosa de 70 anos, foi assassinada com 14 golpes de faca em sua casa, localizada Em Ribas do Rio Pardo, a 98 quilômetros de Campo Grande. O corpo da vítima foi encontrado na manhã desta segunda-feira, dia 29, em uma cena que familiares descreveram como aterradora. O fato de que nada foi levado da residência intensificou o receio entre os parentes e moradores da região.
O cunhado da vítima, Nilson Pereira de Gois, foi quem encontrou o corpo por volta das 6h30. Ele reside ao lado da casa de Maria José, e ambos os imóveis são interligados, formando uma espécie de condomínio. A idosa morava sozinha, mas costumava passar os finais de semana na companhia da família. Nilson expressou a sensação de terror que tomou conta da comunidade, afirmando que enquanto o suspeito não for preso, todos viverão com medo.
A rotina da família foi interrompida quando Maria José não apareceu para preparar o café da manhã, atividade que realizava diariamente. Inicialmente, a família pensou que a idosa havia perdido a hora. Ao não obter resposta ao bater na janela do quarto, a preocupação aumentou quando a cachorrinha da vítima começou a choramingar. Nilson, ao entrar pela parte de trás da casa, encontrou a porta aberta e, ao acender a luz do quarto, viu Maria José caída ao lado da cama, cercada por muito sangue.
Nilson relatou que, a princípio, pensou que a cunhada pudesse ter sofrido um infarto, mas logo percebeu as perfurações no pescoço dela. Com o corpo encontrado, a família acionou um advogado, que por sua vez comunicou a polícia. O local do crime foi preservado até a chegada das autoridades competentes.
As investigações estão em andamento e câmeras de segurança de um vizinho registraram a movimentação de um homem nas proximidades da casa de Maria José. O caso está sob a responsabilidade do delegado Felipe Braga, que lidera a investigação.
Maria José era filha adotiva de Magnólia Marques Fogaça, a primeira vereadora de Ribas do Rio Pardo, que faleceu em 26 de outubro de 2024, devido a pneumonia e insuficiência respiratória aguda. Magnólia teve seu primeiro mandato em 1944, junto com a emancipação política da cidade, e seu segundo em 1959. Embora seu nome não conste mais no histórico recente de candidaturas, ela era uma figura conhecida na Casa de Leis, onde também atuou como parteira, professora e empresária.






