Venda do Consórcio Guaicurus é anunciada em meio à intervenção no transporte de Campo Grande

A venda do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo em Campo Grande, foi anunciada após mais de um mês de intervenção no setor. O grupo goiano HP Mobilidade é o novo comprador, mas a transação ainda depende da aprovação da administração municipal. Embora valores oficiais não tenham sido divulgados, rumores indicam que a negociação pode girar em torno de R$ 200 milhões.

Durante uma coletiva de imprensa realizada na tarde de ontem, a prefeita Adriane Lopes, do PP, informou que foi notificada sobre a venda na manhã do mesmo dia. Apesar da surpresa, a prefeita avaliou a negociação de forma positiva. Ela destacou a importância do momento, afirmando que a informação era muito aguardada, especialmente após 35 dias de intervenção no transporte público da cidade.

Adriane Lopes enfatizou que a venda não está finalizada e que a aprovação do Município é essencial para a concretização do negócio. A prefeitura aguarda um contato oficial da HP Mobilidade e uma proposta detalhada. A prefeita reafirmou que não aceitará um acordo sem que haja uma apresentação de um projeto para a transformação do transporte público.

“Queremos ônibus novos, com ar condicionado, reforma dos terminais de ônibus e qualidade no serviço prestado. Não adianta a EMPRESA trocar de dono, mas não fornecer um serviço de qualidade”, afirmou a prefeita, que também mencionou que, caso as partes privadas não apresentem melhorias, o acordo poderá ser desfeito.

Cecília Saad, procuradora-geral do Município, participou da coletiva e explicou que, a partir deste momento, a negociação seguirá um procedimento administrativo que deve ser respeitado. A intervenção no transporte coletivo foi decretada pela Prefeitura de Campo Grande em 16 de junho deste ano, após uma determinação judicial. O advogado Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira foi designado como interventor-geral da área.

Um dia antes do anúncio da venda, uma decisão judicial havia suspendido os plenos poderes dos interventores sobre contas de empresas ligadas ao Consórcio Guaicurus. Essa decisão foi tomada em resposta a uma ação movida pelo grupo, que solicitou a suspensão da permissão para que a comissão interventora acessasse contas não relacionadas à concessão até que o recurso de agravo de instrumento fosse julgado.

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