Um veículo, suspeito de ter sido utilizado no assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi descoberto em chamas. Fontes, que exercia o cargo de secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, foi morto a tiros na noite de segunda-feira, na cidade litorânea de Praia Grande.
Câmeras de segurança registraram o momento da execução. O carro da vítima foi alvejado por disparos de fuzil, resultando na perda de controle do veículo e colisão com um ônibus. Homens armados saíram do carro usado no ataque, executaram o ex-delegado e fugiram. Investigações preliminares apontam que o incêndio no veículo pode ter sido uma tentativa de destruir evidências e dificultar a identificação dos criminosos.
Ruy Ferraz Fontes, 62 anos, teve uma carreira notável na Polícia Civil e, em 2006, liderou o processo de indiciamento da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). Sua atuação o colocou como um dos principais alvos da facção criminosa, o que reforça a hipótese de que o assassinato tenha sido uma retaliação. O delegado-geral, Artur Dian, classificou o crime como uma ação complexa e planejada, sugerindo envolvimento do crime organizado.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo anunciou a criação de uma força-tarefa da Polícia Civil, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo, para investigar o caso, identificar e prender os responsáveis pelo crime.






