HP Mobilidade assume Consórcio Guaicurus e planeja transformação no transporte de Campo Grande

A aquisição do Consórcio Guaicurus, localizado Em Campo Grande, pela HP Mobilidade, operadora que se destaca no sistema de transporte coletivo de Goiânia (GO), sinaliza uma mudança estratégica no setor de transportes tanto na capital sul-mato-grossense quanto no Brasil. A iniciativa reflete os objetivos da HP, que, segundo seu proprietário Edmundo Pinheiro, almeja se estabelecer como o maior conglomerado de transporte urbano do país até 2035. A compra do Consórcio Guaicurus, que faz parte do sistema de transporte coletivo ativo desde 2012, é um dos primeiros passos significativos nessa direção, coincidente com a intervenção atual promovida pela Prefeitura de Campo Grande.

A capital de Mato Grosso do Sul está se configurando como um laboratório para a implementação de um modelo de negócios que já demonstrou resultados positivos em Goiânia. A Maas Transportes, empresa que adquiriu o Consórcio Guaicurus, foi criada pela HP e possui um capital social de R$ 10 mil. Nos últimos anos, a HP investiu fortemente na modernização da frota em Goiânia, tornando-a uma das poucas capitais brasileiras a evitar uma crise financeira no transporte coletivo.

A transformação de Goiânia, que rendeu ao município o prêmio internacional UITP Awards 2026, não se deve apenas à renovação da frota, mas também a uma abordagem inovadora em termos jurídicos e financeiros. O modelo utilizado, que inclui relicitação e prorrogação antecipada e patrocinada, é o que a HP pretende aplicar Em Campo Grande. Neste contexto, a prorrogação antecipada da concessão é vista como a solução mais viável para a cidade.

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, já indicou a intenção de renovar a frota e melhorar os serviços oferecidos. Contudo, a gestão atual enfrenta desafios, incluindo disputas judiciais relacionadas ao bloqueio de recursos. A entrada da HP Mobilidade na cidade pode abrir novas perspectivas para a adoção do modelo de sucesso implementado em Goiânia.

Os movimentos recentes sugerem que a recuperação e modernização do transporte coletivo Em Campo Grande dependem da relicitação ou repactuação da concessão. Este processo poderá ser organizado durante o período de intervenção, permitindo a revisão do contrato para incluir novos investimentos, como a compra de ônibus com ar-condicionado e a reforma de terminais, em troca da extensão do prazo da concessão.

Conforme os princípios do project finance, os investimentos necessários seriam financiados pela própria concessão, utilizando um contrato que assegurasse segurança jurídica e econômica. Embora o Consórcio Guaicurus e o grupo HP não tenham confirmado o valor da transação, há cerca de dois meses, o montante em negociação para a concessão de Campo Grande era de R$ 200 milhões.

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