Impacto das sequelas da meningite em bebês é alarmante, aponta estudo

Um levantamento recente destaca que 52% dos lactentes que sobrevivem à meningite enfrentam sequelas. Essa informação foi apresentada em uma aula palestra promovida pelo grupo farmacêutico GSK em Brasília, no dia 16. Os dados revelam um cenário preocupante, especialmente considerando que 37% dos sobreviventes da doença também apresentam algum tipo de sequela.

A Doença Meningocócica Invasiva (MDI) apresenta uma taxa de letalidade alarmante na região Centro-Oeste do País, que alcançou 33,3% em 2026. Isso significa que um em cada três pacientes diagnosticados com a doença não sobrevive. Este índice é superior à média nacional, que é de 16,6% neste ano. A rápida evolução da doença pode levar à morte em até 24 horas, tornando a vacinação e o diagnóstico precoce fundamentais na prevenção.

As consequências da meningite não se limitam apenas à fase aguda da doença. Estudos apontam que uma em cada duas crianças que superam a meningite pode ter sequelas permanentes, que podem incluir problemas psicológicos, comportamentais, neurológicos ou físicos. A Infectologista Pediátrica, Dra. Isabel Lopes, destaca que 20% dos sobreviventes carregarão os efeitos da doença ao longo da vida, incluindo dificuldades de aprendizado, ansiedade, amputações e problemas auditivos.

A prevenção da Doença Meningocócica envolve um esquema vacinal que deve ser seguido a partir dos 3 meses de idade, além de práticas de higiene adequadas. Entretanto, a falta de informação entre os pais ainda contribui para que muitos não reconheçam os riscos associados à doença, especialmente em crianças pequenas.

Um exemplo do impacto da meningite é a história de João Marcos, que inspirou a criação da Associação Brasileira de Combate à Meningite (ABCM). Com apenas 56 dias de vida, ele foi levado ao hospital com sintomas como inquietação, dificuldade para mamar e febre moderada. Após receber medicação, a criança teve um princípio de convulsão e passou por exames que confirmaram a infecção.

A sazonalidade da meningite também é um fator relevante. As meningites bacterianas são mais comuns no outono e inverno, enquanto as virais predominam na primavera e no verão. A transmissão ocorre por meio de gotículas respiratórias, sendo que algumas pessoas podem ser portadoras da bactéria sem apresentar sintomas, mas ainda assim podem infectar outras.

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