A Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), localizada em Três Lagoas, inicia um novo capítulo após mais de uma década de interrupção. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia que marca a RETOMADA das obras, onde a Petrobras formalizou contratos com as empresas selecionadas para finalizar a construção da fábrica. Este evento simboliza a superação de um projeto que se tornou emblemático entre as obras inacabadas no Brasil.
A UFN3 foi iniciada em 2011, mas teve os trabalhos suspensos em 2014, apesar de já ter alcançado uma significativa porcentagem de execução. Agora, com um investimento previsto de mais de R$ 5 bilhões e apoio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a Petrobras planeja dar início às atividades de campo ainda neste mês. A expectativa é que a operação completa da unidade comece no primeiro semestre de 2029, uma atualização que já havia sido divulgada anteriormente.
O projeto original previa que a fábrica começasse a operar em 2023, mas a lentidão no processo de RETOMADA levou o presidente a visitar Mato Grosso do Sul no último ano de seu terceiro mandato. Além de Lula, o evento contou com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, entre outras autoridades.
A reativação da UFN3 ocorre em um contexto em que o governo federal busca ampliar a produção nacional de fertilizantes, visando diminuir a dependência de importações, especialmente após crises internacionais que impactaram o fornecimento de insumos agrícolas. O deputado federal Vander Loubet destacou que a visita de Lula é um acompanhamento da RETOMADA, lembrando que o presidente também esteve recentemente na inauguração de outra fábrica da Petrobras, a Fafen-BA.
Apesar da longa paralisação, a estrutura da UFN3 não foi completamente abandonada. A Petrobras manteve diversos equipamentos industriais durante esse tempo. Entretanto, um dos desafios atuais é a escassez de mão de obra qualificada em Mato Grosso do Sul, agravada pela simultânea expansão de grandes projetos industriais, especialmente na área de celulose.
Quando estiver em operação, a UFN3 terá capacidade de produzir 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia diariamente. A Petrobras estima que a unidade poderá atender cerca de 15% da demanda nacional de fertilizantes. Somando-se a outras fábricas, a produção total poderá suprir até 30% do consumo brasileiro de produtos nitrogenados.






