Um policial do Exército, com 22 anos, foi decidido a permanecer detido após audiência de custódia realizada na manhã desta segunda-feira, dia 22 de junho. O militar foi preso em flagrante no último sábado, dia 20, após atropelar e matar a motociclista Miriam Rosa Matos, de 45 anos. O trágico acidente ocorreu no cruzamento das ruas Padre João Crippa e Maracaju, quando o militar, dirigindo uma caminhonete S10 em alta velocidade, colidiu com Miriam, que seguia em sua moto.
O impacto foi tão forte que a vítima faleceu no local, antes mesmo da chegada dos serviços de emergência. Miriam, que era vigilante, estava retornando para casa e a fatalidade aconteceu a poucos quilômetros de sua residência. O boletim de ocorrência revelou que o condutor da caminhonete apresentava sinais evidentes de embriaguez, o que foi confirmado por um teste de bafômetro que indicou 0,42 mg/L de álcool por litro de ar expelido.
No momento do acidente, Miriam estava na Rua Padre João Crippa, seguindo em direção à Rua Maracaju, enquanto o militar dirigia na Rua Maracaju em direção à Avenida Presidente Ernesto Geisel. Após a colisão, a motociclista foi lançada ao chão e não resistiu aos ferimentos. O motorista, que estava acompanhado de um amigo, perdeu o controle do veículo e colidiu contra uma árvore, parando em um estacionamento de uma clínica médica.
Testemunhas que presenciaram a cena relataram que o militar foi visto no chão, sendo consolado por um jovem, que aparentava ser seu amigo. Em estado de desespero, o militar exclamava: “Eu matei alguém […] isso não tem perdão”, enquanto pedia para que o jovem o deixasse em paz.
A prisão do militar foi determinada devido à gravidade do incidente, que resultou na morte de Miriam Rosa Matos, levando a Justiça a considerar a necessidade de sua detenção preventiva.






