O soldado do Exército, Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, admitiu à polícia que dirigia sob efeito de álcool no momento em que atropelou e causou a morte da motociclista Mirian Rosa Matos, de 44 anos. O acidente ocorreu no último sábado (20) no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa, na região central de Campo Grande. Durante seu depoimento, Victor revelou que havia consumido vodka com energético e que estava em alta velocidade quando ocorreu a colisão.
Acompanhado de um amigo, Victor conduzia uma caminhonete e teria ultrapassado um sinal vermelho, o que resultou no impacto com a motocicleta pilotada por Mirian. Em suas declarações, o soldado disse: "Eu não vi a moto, estava correndo com o carro e tentei furar o sinal. Só lembro do carro estar espatifado e de um rapaz filmando a gente. Desci do carro e escutei que uma mulher tinha morrido. Entrei em choque".
Victor também relatou que passou a noite anterior bebendo na Avenida 14 de Julho e que estava se dirigindo para o Bairro Nova Lima no momento do acidente. Ele mencionou ter atingido um carro antes da colisão fatal, versão corroborada por uma testemunha. O soldado afirmou que, após o impacto com o veículo, seguiu seu caminho e foi perseguido por seu condutor, que tentava anotar a placa da caminhonete.
Imagens de câmeras de segurança na área mostram a velocidade com que Victor dirigia e a força do impacto contra a motocicleta. O atropelamento ocorreu nas primeiras horas da manhã e resultou em uma sequência de eventos trágicos. Após o acidente, o passageiro de Victor, que também estava embriagado, recebeu atendimento médico e foi levado à delegacia.
Victor estava afastado de suas funções há quase um ano, em tratamento de saúde, conforme informado pelo Comando Militar do Oeste (CMO). Em nota, o CMO informou que, após a alta hospitalar, o soldado será encaminhado a um estabelecimento prisional militar, onde ficará à disposição da Justiça. A instituição expressou pesar pelo ocorrido e reiterou que não compactua com condutas que violem princípios éticos e legais.
O caso levanta questões sobre a responsabilidade de condutores sob efeito de álcool e a importância de medidas rigorosas para prevenir acidentes fatais nas vias públicas.






