Militar permanece detido após atropelamento fatal em Campo Grande

A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou a manutenção da prisão do militar do Exército Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, envolvido no atropelamento que resultou na morte da vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, em Campo Grande. A decisão foi proferida durante uma audiência de custódia realizada na última segunda-feira (22), na qual o juiz converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

O acidente ocorreu na manhã de sábado (20), na região central da Capital, quando Victor, ao dirigir uma caminhonete, colidiu com o veículo da vítima, que não resistiu aos ferimentos. De acordo com as investigações, o militar reconheceu ter ingerido bebida alcoólica antes do acidente, informação que foi registrada nos autos da investigação e considerada relevante pelas autoridades na apuração dos fatos.

Durante a audiência, a defesa de Victor solicitou a liberdade provisória, argumentando que ele possui residência fixa e emprego, além de não representar risco ao processo. Contudo, o pedido foi negado pelo magistrado, que entendeu que a prisão era necessária para a manutenção da ordem pública e para assegurar o andamento das investigações.

Com a decisão, o militar permanecerá detido enquanto o inquérito policial avança. O caso gerou grande repercussão na cidade, especialmente por envolver a morte de Miriam Rosa Matos, natural de Mato Grosso, cuja cerimônia de velório e sepultamento ocorreu no domingo (21), em Planalto da Serra, com a presença de familiares e amigos.

A Polícia Civil segue coletando depoimentos, imagens e laudos periciais para esclarecer os detalhes da colisão. As informações obtidas serão fundamentais para a definição das acusações que o Ministério Público poderá apresentar ao término da investigação. A defesa de Victor Vicentin Rocha ainda tem a opção de recorrer da decisão judicial e pleitear a revogação da prisão preventiva durante o processo.

O Comando Militar do Oeste (CMO) foi consultado e informou que Victor está afastado de suas funções há quase um ano devido a tratamento de saúde. Após a alta hospitalar, ele será transferido para um estabelecimento prisional militar, onde ficará à disposição da Justiça. Em nota, o CMO expressou pesar pelos acontecimentos e reafirmou que o Exército Brasileiro não aceita condutas que violem princípios éticos e legais, colocando-se à disposição para colaborar com as investigações.

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